E no Treta Gospel de hoje…
Era uma vez um reino tão, tão distante que as muralhas protegiam o castelo… mas não protegiam as reputações.
Entre banquetes, discursos solenes e orações em praça pública, desfilava a dama que se julgava bela como Atena. Caminhava com passos calculados, olhar treinado e postura copiada... porque sim, a corte inteira comentava que ela imitava a icônica Rainha Má.
Copiava o semblante.
Copiava a altivez.
Só não copiava o desfecho… por enquanto.
Enquanto isso, seu marido, cavaleiro real, coração e percepção em modo descanso,comemorava a promoção a comandante da guarda real do condado vizinho. Uma promoção tão conveniente que parecia ter sido escrita com tinta estratégica.
Dizem que inspiração veio direto da escola de conflitos de Ares, onde guerras não começam com espadas, mas com vaidades.
Os papiros perfumados iam e vinham pelos corredores do castelo. Até que um deles, por providência celestial (ou descuido do mensageiro), caiu nas mãos desta narradora, que apenas observa… e anota.
E toda vez que o casal entrava nos eventos reais, com fanfarras e taças erguidas , os soldados, duques e até os bardos mais discretos proclamavam em alto e bom som:
— “Lá vem o sócio do rei!”
O eco do deboche atravessava o salão como vento frio de inverno.
Ele sorria, orgulhoso.
Ela desfilava, confiante.
E a corte… assistia.
E para encerrar o Treta Gospel Medieval de hoje, deixo-vos um provérbio que poderia muito bem estar gravado nas paredes do castelo:
Nem toda coroa é sinal de honra.
Nem toda promoção é vitória.
E nem todo silêncio é ignorância.
Até o próximo capítulo… porque em reino onde há vaidade, sempre há continuação.

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