Queridos e gentis leitores, não é Bridigerton, mas é o Reino dos Azedos.
Abram alas, pois o primeiro capítulo da Treta Gospel deste ano acaba de chegar .Para curiosidade de uns para gargalhadas de outros
Era uma vez, em um reino tão, tão distante, um conde de aroma duvidoso. Reza a lenda que o negócio era tão azedo que até o Rexona, fiel ao slogan “não te abandona”, pediu exoneração imediata e recomendou apenas o essencial: banho, limão-galego e um fiapo de vergonha na cara.
Endividado até o último fio de cabelo, devendo a Deus, ao mundo e a meio reino, o conde tinha um talento especial: emprestar dinheiro a torto e a direito — não por bondade, mas para sustentar os luxos da concubina. O curioso é que, quando os credores cobravam, o fedorento se transformava: espumava de raiva, ameaçava, batia no peito e rugia como se fosse leão… embora fosse só um gato molhado com coroa torta.
Achava-se tão brabo que nem os avisos do reino surtiram efeito. Envolvido em confusões, usurpação de gado alheio e decisões ruins, resolveu apimentar ainda mais a própria ruína arrumando uma concubina. O detalhe trágico? Além de tudo, o homem era uma fruta.
E daquelas bem azedinhas.
Para espanto geral, foi a própria concubina quem espalhou pelos quatro cantos do reino os relatos sobre seus odores e descomposturas — que incomodavam a todos, menos ele, sempre convenientemente “com o nariz entupido”. Ainda assim, enquanto o título de conde rendesse benesses, favores e dinheiro fácil para ela e sua parentela, o famoso tambor das sete saias rufava animado no fundo do quintal.
Mas como toda boa fábula ensina, o mundo gira… e às vezes capota.
O conde, que traía achando-se esperto, descobriu tarde demais que a mesma concubina bancada com dinheiro alheio também tinha outros patrocinadores. Resultado: perdeu a dignidade, perdeu o respeito, ficou devendo mais ainda e saiu da história traído, chifrudo e motivo de chacota oficial do reino.
Moral da história?
Quem empresta pra amante, ameaça credor e planta azedume… colhe galhada.

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