Ode ao Silêncio que Fala
Por : Silvana Valente
Silêncio não é ausência,
é presença que sussurra
nos espaços entre as palavras,
nos gestos contidos,
nos olhos que se calam.
Ele fala
quando a alma não encontra abrigo nas vozes,
quando o mundo é barulho demais
e o peito precisa respirar.
Silêncio grita
verdades que o som não alcança.
É eco de pensamentos profundos,
abrigo das dores não ditas,
caminho das preces sem altar.
Na quietude ele dança,
entre as frestas da madrugada,
no intervalo de um olhar,
na pausa entre o sim e o não.
Ali, ele vive inteiro.
Fala com a força
de quem não precisa provar,
de quem sabe que há beleza
em simplesmente estar.
Silêncio...
meu confidente,
minha casa,
minha oração.

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