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Nem toda alma penada vem do além.




Oi, humanos!

O Treta GOSPEL tá na área — mais quente que o deserto do Saara e mais embolado que grupo de oração em noite de revelação.

Era uma vez, num reino tão, tão distante, uma figura mitológica chamada Lilim — criatura de modos vulgares, alma maldosa e dom natural pra intriga, que adoraria ser lembrada por sua luz… mas só brilha mesmo nas trevas da fofoca.

Lilim vive tentando cavar fama nos grupos do reino — e se não for por talento, vai pelo escândalo mesmo. Sua especialidade? Envenenar relações, fabricar narrativas e se colocar como vítima profissional no tribunal da opinião alheia.

Dizem que ela já tentou destruir a reputação de um nobre "mestre" do reino, inventando uma gravidez com direito a boatos de aborto forçado. Só que… era invenção da mona! A mentira era tão grotesca que a mãe do mestre precisou intervir pessoalmente com a família da criatura pra tentar acabar com a loucura. — Agora a gente entende de onde vem tanto ódio pelo mestre, né? Rejeição.

E como boa antagonista de novela gospel, Lilim foi além. Mandou um papiro indecente pra um boi-magia da vila, chamando o moço pro seu casebre no reino. Quando o rapaz perguntou do companheiro, ela respondeu com o nível de elegância de um sapato número 43 no velório: — "Ah, ele não dá conta do meu fogo..." 🔥🔥🔥

E por falar em sapato 43, a criatura teve a ousadia de mandar mensagem ao cara da patente perguntando se o "bilau" dele era do tamanho do pé. Só que ela não sabia que quem estava do outro lado era a mulher do cara. Resultado? Uma treta intergaláctica que até hoje ecoa pelos corredores do castelo!

Mas o que ela esqueceu de dizer é que esse mesmo cônjuge, o "sem fogo", é hoje seu fiel escudeiro… em uma fraude investigada no reino envolvendo papel moeda. Isso mesmo: do calor da cama ao frio do processo, o casal agora caminha de mãos dadas rumo ao abismo judicial de nível federal.

E não para por aí: Lilim também é suspeita de vazar retratos íntimos das damas do reino, como se fosse uma mistura de fofoqueira profissional com agente do caos. A bicha ainda tem a cara de pau de cumprimentar a dama em questão como se nada tivesse acontecido.

Agora… atenção, reino! A Lilim vive dizendo que é vítima da Lei Maria da Penha, o que por si só exige seriedade. Agosto é Lilás, e isso nos convida à reflexão sobre a violência doméstica. Se há um agressor nesse enredo, que responda à justiça. Inclusive, se esse agressor tiver a pachorra de olhar torto pra autora desta crônica, já pode ir preparando a mala pro calabouço real — com direito a marmita fria e desprezo vitalício. É melhor baixar a cabeça e se recolher à própria insignificância.

Mas, por outro lado, também é válido lembrar que quem é vítima de um, não ganha salvo-conduto pra virar vilã do resto do mundo. Não é porque já foi ferida que pode sair ferindo. E o histórico da nossa personagem só confirma isso.

Moral da história?

Tem gente que não queima no fogo, porque já é o próprio incêndio. E Lilim? Ah, Lilim é aquela criatura que quanto mais grita “coitadinha de mim”, mais prova que é ela quem acende o pavio das confusões, de forma dissimulada e sistemática.

Oremos, povo do reino. Mas oremos de olho aberto.

Nem toda treta gospel tem redenção…

Mas sempre rende um capítulo novo.

E digo mais: nem toda alma penada vem do além. Algumas andam entre nós, travestidas de “coitadinha”, mas com o rabo cheio de tramas. Que Deus tenha piedade…

Porque o reino já não tem mais paciência de sua inconveniência. 

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