Texto dedicado Josiel Guimarães .
Reflexão matutina : 07/ 08/2025.
Outro dia, eu estava com meu amigo Josiel Guimarães, em meio a uma das nossas maravilhosas conversas reflexivas, e falei:
"Eu fui a errada por ter dado liberdade demais."
Fui a errada por ter tido empatia por alguém que todos já haviam me alertado. Por ignorar sinais óbvios, por acreditar que minha boa intenção seria suficiente para transformar o que, na verdade, nem sequer tinha base para mudança. Como eu pude descer ao nível de uma pessoa desclassificada, que odeia todo mundo, que vive mergulhada na própria insignificância e só sabe sobreviver da guerra que ela mesma cria?
Como pude me comportar de maneira tão raivosa, tão baixa, em resposta a alguém que só merecia o meu silêncio, o meu afastamento… e, se possível, as minhas orações?
A verdade é que às vezes a gente perde tanto tempo tentando ser justa, tentando “fazer diferente”, que esquece que existem pessoas que não merecem a nossa profundidade . Merecem, no máximo, a nossa educação.
E o pior é que, na tentativa de acolher quem vive de mal com a vida, que "ninguém presta" , acabamos nos contaminando. Acabamos permitindo que nossos valores se misturem com o que há de mais raso. É aquela velha e certeira frase:
“Quem com porcos se mete, farelo come.”
Porque quando você convive tempo demais com o que é sujo, o que é leve em você pesa.
Quando você tenta estender a mão a quem só sabe puxar "saco", você se vê de joelhos, não em humildade, mas em exaustão.
E mais uma vez eu me pego dizendo:
"Eu fui a errada..."
Mas hoje entendo que não é só sobre certo ou errado. É sobre limites.
Limites que eu deveria ter imposto no primeiro gesto grosseiro, na primeira manipulação disfarçada de carência, no primeiro sinal de que ali não havia reciprocidade, mas sim uma armadilha emocional.Uma necessidades absurda em fazer o que eu fazia, em ser o aquilo que represento .Eu deveria ter visto ...Ou vi, mas não quis enxergar.
Pode ser que um bom tapa na boca resolvesse a situação, como alguns diriam. Mas a verdade é que tapa nenhum corrige desvio de caráter. E eu não quero ser o tipo de pessoa que resolve com violência aquilo que, na verdade, precisa de distância.
Hoje, se algo me define, é a consciência de que nem toda companhia vale o preço da minha paz.
E que nem toda empatia é virtude. Às vezes, é negligência com a minha0 própria sanidade.

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