ESSE É O CACHAÇA COM A TUA MAE.
Senhoras e senhores, no reino encantado de cobras e lagartos, onde o batom é veneno e o rímel escorre com lágrima de inveja, eis que começa mais um episódio de Treta Gospel - Edição Origens. Fiquem atentos, porque o “Cachaça com Tua Mãe” chegou pra te embebedar de verdades, e as senhorinhas da beira da esquina vão precisar de muita linha de tricô pro casamento primaveril em pleno outono. Exu, Exu... sou tua noiva!
Diante do grande templo sagrado, o olho mágico do “Cachaça com Tua Mãe” presenciou o enrosco da nova odalisca do reino... Branquinha, esguia, de cabelos negros como as asas de uma graúna (com progressiva e tudo), ela balança o esqueleto e o templo treme. A escolhida da vez do Rei Ogro exibe seus papiros com mensagens de amor, presentes fotográficos e mimos como se fosse ceia de Natal em grupo de jejum coletivo.
Mas como toda história boa tem um tempero picante, eis que surge o ex da nova odalisca — um mago ressentido e entalado com afeto vencido. Ao descobrir que sua ninfa baby virou a preterida do Rei Ogro, o cabra ficou doido, com os olhos girando igual pomba gira em marcha atlética. Agora quer fazer uma alquimia às avessas: transformar o ouro do Rei em ouro de tolo, bem ali, na frente da Rainha, só pra ver o circo pegar fogo e o trono virar cinzas. O homem quer fazer da dor, palco; da vingança, espetáculo.
Enquanto isso, lá na torre da rainha decadente, a famosa cadeiruda das 7 Saias ( fiel escudeira da Rainha Barata Branca ) — que já dançou pra tanta entidade que perdeu até o ritmo — conta os prejuízos. Agora tá na mira das autoridades-Pagou dez mil moedas de ouro pra entrar no mundo das ciências e descobriu que no fim do experimento o único reagente fiel era o drama. Casou-se com o cacheiro viajante, conhecido nas encruzilhadas da baixada por colecionar alianças como quem coleciona figurinhas da Copa. Lealdade? Só se for do cachorro da vizinha.
Corre pelas vielas da vila o boato: a cadeiruda tá sendo passada pra trás, agora pela moça recatada, saída diretamente do recanto dos perreché, que chegou de mansinho mas já tá sentada no trono com a coroa alheia.
E cá entre nós: a rainha, essa mesma, que já fez maldade com gosto, colocou chifre, puxou tapete, entregou oferenda trocada e jogou feitiço pra todo lado... agora amarga cada galhada como se fosse prestação de carma. Porque, minha filha, quem planta maldade, já recebeu uma renca amante sem freio e rei ogro rodando o reino vizinho atrás de pederasta.
E no fim, bêbada de dor e cachaça mística, a ex-rainha transmutará — como toda vilã que perde o posto — numa barata branca, tonta, rodando em campo aberto, sem casa, sem trono e sem moral. Mas com muito brilho nos olhos... de raiva!
Por: Silvana Valente

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